Dicas para andar na garupa da moto com segurança

Manter a postura certa é fundamental para evitar acidentes

Levar alguém na garupa da moto requer alguns cuidados para garantir que tudo corra bem. Com um passageiro, a motocicleta fica mais pesada e os processos de aceleração e frenagem mais lentos. A postura correta de quem pega carona é fundamental para equilibrar o veículo e deixar o passeio seguro.

Se o garupa for inexperiente, o condutor precisa ensinar a ele como se portar, mas isso não é problema para as mulheres que dirigem bonito. A especialista em psicologia do trânsito Salete Romero explica que os pés devem ficar retos, paralelos ao solo, e as pernas presas junto ao corpo do piloto, nunca soltas ou arqueadas.

Piloto, passageiro e motocicleta devem funcionar em conjunto. “Os três tem que fazer o mesmo movimento, como se fossem um corpo só”, explica. O passageiro deve segurar na cintura do condutor, e não na parte de trás da moto. “Se o garupa segurar na parte traseira, ele se isola do conjunto e dificulta as manobras, principalmente nas curvas. Ele deve segurar o condutor pela cintura, pode abraçar mesmo, sem vergonha. No trânsito, o mais importante é a segurança”, enfatiza a profissional da Condu, empresa especializada em segurança no trânsito.

Erros comuns

De acordo com ela, um dos erros mais comuns cometidos pelos caronas é tentar compensar o peso da moto nas curvas. “Muitas vezes o motorista vira para a esquerda e o garupa joga o corpo para a direita. Ele acha que está fazendo um bem, mas a verdade é que a moto é muito instável. Se os três não agirem no mesmo sentido, o risco de acidente é grande”, afirma.

Capacete: uso obrigatório

Item indispensável para piloto e passageiro, o capacete precisa estar bem afivelado, ou pode se desprender no caso de uma queda. Salete também chama atenção para o estado de conservação do equipamento. “O capacete reserva precisa estar sempre em bom estado de uso. Muitas vezes o piloto troca de capacete e deixa o velho guardado para emprestar ao passageiro. Não pode, esse é um item de máxima segurança. Se o capacete não está bom para você, também não vai estar para o garupa”, finaliza a profissional. Agora é só colocar as dicas em prática e espalhar ainda mais charme no trânsito.

 

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Vai viajar de moto? Veja quais cuidados tomar antes de pegar estrada

Férias chegando!

Vai pegar a estrada em duas rodas? Veja essas dicas!

O sucesso de uma viagem depende de vários fatores e um dos mais importantes é um planejamento mínimo. É claro que nada impede que você saia “na louca”, tipo “fui”, mas preparar a moto evita muitos problemas.

Uma motocicleta, seja de que tipo for, é um veículo fascinante também pelo “mágico” – e por vezes crítico – equilíbrio que uma roda alinhada à outra oferece.

Por conta desse peculiar arranjo, sabemos que moto parada não fica em pé, a não ser se apoiada no cavalete. Assim, aproveite esse momento no qual sua moto está apoiada e parada e agache-se, para olhar com atenção, de pertinho, o ponto de contato dela como o planeta Terra. Inspecione minuciosamente não só pneus, mas também as rodas.

Não é preciso ser especialista: o óbvio você já sabe: pneu novo funciona melhor do que pneu velho. Porém, cuidado com um erro clássico dos inexperientes, que é o de esquecer que os pneus “zero quilômetro” vêm com uma camada de proteção extremamente escorregadia, que exige alguns bons quilômetros para ser devidamente retirada e, só então, os pneus passarão a funcionar como devem.

Pneus
Se seus pneus tiverem já algum tempo de uso, procure por deformações, cortes ou objetos estranhos encravados na banda de rodagem. Nesse último caso, se forem pneus do tipo sem câmara, não retire o “ET” espetado na banda, uma vez que isso pode significar a abertura para a passagem do ar. Procurar um borracheiro é a melhor saída.

Pneu de moto (Foto: Rafael Munhoz/G1)

Pneu precisa ser analisado (Foto: Rafael Munhoz/G1)

Falando neles, nos borracheiros, consertar pneus é o negócio da categoria, mas entender de mecânica, a ponto de saber desmontar rodas de diversos tipos de moto, não. O mínimo que você deve saber antes de pegar uma estrada de verdade é ter noção de como retirar as rodas para que o profissional faça o serviço na borracha. Ter as ferramentas é fundamental, e todas motos saem de fábrica como um kit para este fim. A sua moto tem o jogo completo?

Transmissão: corrente, cardã ou correia?
Outro componente que dá dor de cabeça em viagem é o sistema de transmissão. Sua moto tem eixo cardã ou correia dentada? Se sim, parabéns, pois são sistemas que, se bem tratados (leia as recomendações no manual do proprietário), têm uma vida útil longa e não exigem regulagem. No entanto, a maioria das motos tem mesmo o velho sistema de transmissão por corrente que, junto ao famoso pinhão e a popular coroa, forma o que se chama vulgarmente de “relação”.

Corrente de moto com a tensão correta (Foto: G1)

Corrente de moto precisa estar na tensão correta e lubrificada (Foto: G1)

Assim como pneus, conjunto de transmissão bom é o novo. Do trio que compõe a tal “relação”, a corrente é o elemento mais delicado e que merece maior atenção – leia-se lubrificação.

Se estiver viajando por estrada de terra, a frequência dessa lubrificação deve ser grande. Quanto? Vai depender do clima: se chuvoso, pelo menos a cada 200-300 km rodados; com tempo seco, a cada 1.000 km, pelo menos. E o produto deve ser aquele moderno, aderente, mais importante em sua bagagem do que seu desodorante.

Sistema elétrico: dor de cabeça
Ainda no aspecto técnico, há dois pontos que são geradores de dor de cabeça, especialmente em motos mais velhinhas: sistema elétrico e cabos.

Ter fusíveis de reserva (e saber onde estão os fusíveis que eventualmente podem ter queimado) é outro assunto em que o manual do proprietário (ou seu mecânico) pode te ajudar. Já que vai levar fusíveis, leve também lâmpadas, ao menos três: uma de pisca, uma de freio/luz de posição (geralmente bifilamento) e a principal, e mais cara, a do farol.

Quanto aos cabos, de embreagem acelerador e (se houver) de freio, lembre-se que lubrificação é sempre bem-vinda, e que cabo duro de acionar, que range – ou ambos – é indício de problema.

De resto, evidentes conselhos são verificar se seus freios não estão no limite de desgaste, se a troca do óleo e filtro (se houver) é necessária e se o filtro de ar está devidamente limpo e desobstruído.

Viagem longa
Na hipótese de uma viagem longa, uma boa conversa com seu mecânico de confiança é necessária: ele sabe (e você deveria saber também) para quando estará programada a próxima manutenção e o que pode ser antecipado para poder viajar sem susto. Não tem mecânico de confiança? Bem, arranje ao menos um mecânico para te aconselhar o que vale a pena fazer em termos de manutenção preventiva.

Um ponto delicado para quem roda Brasil afora é o abastecimento. A qualidade do combustível varia muito e não é difícil encontrar a famosa “batizada” sendo vendida como gasolina boa. Alguns efeitos de gasolina ruim podem ser atenuados com filtros suplementares,  algo que também deve ser tema de consulta a seu mecânico, que pode recomendar  (ou não) esse recurso, de acordo com o tipo de moto que você tem.

Bagagem não pode ficar frouxa
Se sua moto tem malas laterais ou alforjes, assim como um baú e bolsa de tanque, sua vida está facilitada. Se não tem nada disso, saiba que quanto menos tralha se leva em uma moto, melhor.

Yamaha; XT 660Z; Ténéré; lançamento; moto; motocicleta; Brasil (Foto: Raul Zito/ G1)

Bagageiros ajudam nas viagens (Foto: Raul Zito/ G1)

Elásticos ou aquelas redes com vários ganchos são a clássica solução para fixar tudo à porção traseira do banco ou em um hipotético – e hoje cada vez mais raros – bagageiro traseiro.

E se você estiver acompanhando? Alforjes de cordura específicos para sua moto são uma boa solução, certamente melhor do que carregar uma mochila no peito e outra nas costas do acompanhante, coisa que reduz a mobilidade e pode cansar.

É importante lembrar aos menos experientes que uma moto – qualquer que seja – é um veículo muito sensível às variações de carga, o que pode mudar substancialmente o comportamento dinâmico em curva, frenagem ou mesmo nas retas, em situação de mudanças rápidas de faixa de rolamento.

A bagagem jamais pode ser fixada à moto de modo frouxo, que permita sua movimentação, pois isso pode ser desastroso em uma situação que exija uma manobra mais decidida.

Dá para ter conforto?
Quanto ao seu conforto, o elementar conselho é usar um traje que ofereça proteção e ao mesmo tempo não seja incômodo: algumas calças e jaquetas parecem ser o máximo em termos de segurança por conta dos elementos rígidos colocados nas partes mais afetadas em acidentes, como antebraços, cotovelos, ombros, joelhos e canela, mas, ATENÇÃO, pois o desconforto causado por essas verdadeiras armaduras pode ser mais prejudicial que usar trajes não tão extremos, mas dentro dos quais a vida é melhor…

Honda CB 500F (Foto: Gustavo Epifanio/G1)

Equipamentos de segurança são essenciais (Foto: Gustavo Epifanio/G1)

Pelo mesmo caminho vão as proteções das extremidades: capacete, luva e botas. Aperto não pode nem nos pés, mãos e muito menos na cabeça, no entanto, um capacete bom não deve rodar na sua cabeça quando você a agita rapidamente de um lado para outro.

Uma entrada excessiva de ar, sem chance de regular a ventilação, é ruim em estrada, pois resseca os olhos, causando irritação e problemas de visibilidade. Chato também é o capacete ruidoso e contra isso a solução é difícil: ou seguimos conselhos de amigos/vendedores  de lojas ou… gastamos dinheiro, pois, invariavelmente, as marcas mais caras são as mais silenciosas e confortáveis em todos os aspectos.

As luvas justas são outro problema, pois, depois de horas ao guidão, as mãos incham e elas podem causar problemas de formigamento e perda de sensibilidade.

Luvas para motociclistas (Foto: Rafael Miotto/G1)

Luvas para motociclistas (Foto: Rafael Miotto/G1)

Mesmo se você acha que o banco de sua moto é ótimo, em viagens longas, com distância acima de 500 km/dia, ele se tornará um inimigo de seu traseiro. A posição obrigada, constante, agravada eventualmente pela presença de um garupa que não permita muito movimento, faz o humor cair a níveis pavorosamente baixos.

Solução? A almofada de gel. Há modelos específicos para motos, mas até mesmo aquelas que são vendidas em casa de artigos cirúrgicos servem. Fixada com elásticos finos ou tiras de câmera de ar, certamente não oferecem um visual de concurso de beleza ao seu veículo, mas preservarão uma parte do corpo da qual dependemos de maneira fundamental em viagens de moto.

Outro acessório que é capaz de tornar uma viagem de horror em grande prazer é o para-brisa, que permite manter velocidades maiores sem que a massa de ar nos empurre para trás, fazendo com que o guidão seja agarrado de maneira como se fosse a única tábua  boiando depois de um naufrágio.

BMW K 1600 GTL (Foto: Raul Zito/G1)

Bolhas ajudam a trazer conforto em viagens (Foto: Raul Zito/G1)

No mercado há diversos tipos de para-brisas para todos os modelos de moto, assim como as motos que já vem com este acessório podem ser equipadas com versões maiores e/ou mais altas. Este anteparo pode não ser algo que agrade a todos no aspecto estético, mas do ponto de vista prático é indispensável em viagens médias e longas.

Um toque final diz respeito à conformação e ao material das manoplas: nem sempre o que é bom para um serve para outro. O mercado de reposição/paralelo oferecem manoplas com borracha de densidades diferentes e idem com relação aos diâmetros da empunhadura. Coisa sutil, mas que pode fazer a diferença na hora de apoiar as mão nelas durantes horas, dias ou até semana às vezes. Pesquisar, buscando alternativas às originais pode trazer bons resultados.

Fonte: G1.com / Dicas de Motos

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Dicas de Manutenção para sua Moto!

DICAS DE MANUTENÇÃO

Bateria

Muitas baterias de moto não são seladas como as da Teck Power, então esporadicamente precisam ter o nível de água completado. Na lateral da bateria você encontrará as marcas “mínimo” e “máximo”. Desligue a bateria (solte primeiro o pólo negativo), retire-a da moto, abra todas as tampinhas e complete o nível com água destilada vendida em postos de combustíveis e farmácias – água comum oxida as placas metálicas existentes dentro da bateria. Não use água mineral ou da torneira. No verão, em regiões quentes ou em motos que passam o dia estacionadas sob o sol, essa verificação tem de ser mais frequente. Quando montar a bateria de volta, aproveite para limpar os pólos e ligue primeiro o positivo.

 

Cabos

Os cabos de freio, acelerador e embreagem também devem ser conferidos periodicamente. A quebra pode deixar você a pé ou comprometer a segurança. É fácil verificar: no caso do freio dianteiro a tambor e da embreagem, afaste o guarda-pó de borracha dos manetes e espie o estado dos cabos de aço. Troque se estiverem desfiados. A verificação do cabo do acelerador e sua troca devem ser feitas em uma concessionária.

 

Corrente

A corrente perde a lubrificação mais rápido em períodos de chuva e quando se trafega em regiões com muita terra, pó ou areia. Se andar de moto sob chuva intensa, lubrifique a corrente com óleo SAE 80-90 antes da próxima saída (aplique sobre toda a extensão da corrente com um pincel ou escova de dentes). A lubrificação reduz o atrito com a coroa e o pinhão e faz com que os três componentes durem mais. Em condições normais de uso, no asfalto, lubrifique a cada 500 km rodados.

Conforme a moto ganha quilometragem, lentamente a corrente ganha folga. Com o tempo você notará que ela ficará abaulada para baixo. Quando essa folga for superior ao indicado no manual do proprietário (pode ser de 1,5 cm ou 2 cm, por exemplo), é preciso ajustá-la para não correr o risco de que se solte da coroa com a moto em movimento. Use um dedo ou chave de fenda para empurrar a corrente para baixo e ver quanto cede. O jogo de ferramentas original é suficiente para esticar a corrente e o procedimento está também no manual do proprietário. Basicamente, é feito soltando o eixo traseiro e o afastando para trás no braço oscilante da suspensão, junto com a roda. O aperto em excesso pode causar o rompimento. Cheque a folga a cada 1.000 km.

 

Filtro de ar

Algumas motos empregam filtros de ar descartáveis pela facilidade de manutenção, mas a maioria dos modelos de baixa cilindrada traz elementos de espuma. Estes devem ser lavados com detergente neutro a cada 1.000 km, e menos que isso se a moto circular em locais com muita poeira ou areia. Depois dessa limpeza, algumas fabricantes recomendam aplicar óleo SAE 80-90 na espuma.

 

Freio

No caso do sistema a disco, é possível ver se as pastilhas estão próximas ao limite ficando de frente para a roda. As pastilhas são formadas por uma base metálica (por onde ficam presas à pinça de freio) e pelo material de atrito, que visualmente é um “degrau” que fica em contato com o disco. Ele não pode estar com menos de 1 milímetro de espessura, e é ideal verificar até cada 1.000 km. Não deixe a pastilha acabar, porque essa economia sai caro: se a base metálica entrar em contato com o disco, vai danificá-lo e você precisará comprar um novo. Já nos modelos a tambor há indicadores do limite de ajuste das sapatas. O ajuste do freio a tambor é necessário conforme as sapatas se desgastam e a folga se torna superior a 3 cm até que o freio seja acionado quando pisamos no pedal.

 

Óleo do motor

Óleo lubrificante de boa qualidade é vital para a durabilidade do motor. Além de reduzir o desgaste entre peças como cilindro e anéis, o lubrificante ajuda a resfriar o motor e diminui o atrito no câmbio. Trocar o lubrificante seguindo os prazos corretos e especificações indicadas no manual do proprietário é uma das formas mais baratas de conservar seu motor. Escolha a fabricante de sua preferência, mas sempre siga a recomendação de viscosidade para qual seu motor foi projetado (por exemplo, 20W50).

Cheque se o nível do óleo lubrificante não está abaixo do mínimo recomendável a cada 1.000 km, pelo menos. Para isso, espere de 1 a 5 minutos após o uso e coloque a moto em piso plano. A maioria dos modelos precisa estar na vertical e não inclinada sobre o descanso lateral, o que resulta em diferença na leitura (consulte o manual da sua moto). Retire a tampa de abastecimento, limpe a vareta e insira novamente sem rosquear para verificar o nível do óleo, que deve estar entre as marcas “mínimo” e “máximo”. Se estiver abaixo do nível mínimo, complete com o mesmo lubrificante até atingir o nível correto.

No frasco de óleo você também encontra as classificações API de performance do óleo, por letras como SJ, SL e SM. Sendo de uma mesma viscosidade, um óleo API SL atende à uma classificação mais exigente que um API SJ, por exemplo (e assim por diante, em ordem alfabética). Você pode optar por um óleo de classificação API superior sempre que desejar, desde que respeite a indicação de viscosidade determinada pela fabricante da moto.

 

Pneu

A parada no posto é uma boa oportunidade para checar a calibragem dos pneus. O procedimento correto é feito com os pneus frios, por isso prefira parar no posto mais próximo – quando o pneu se aquece em contato com o piso, a pressão do ar interno aumenta e a bomba identifica uma pressão maior. Use a pressão indicada pela fabricante da moto no manual do proprietário ou adesivo que costuma ser fixado no braço oscilante da suspensão traseira.

Mesmo que os pneus ainda não estejam gastos, precisam ser trocados se completarem cinco anos. O problema é que a borracha enrijece e resseca com o passar dos anos, e isso diminui a capacidade de aderir ao asfalto, o que pode causar derrapagens. A data de fabricação fica estampada na lateral do pneu, perto da inscrição “DOT” (de Department of Transportation). É uma sequência de quatro números, na qual os dois primeiros revelam a semana em que foi produzido e os dois últimos, o ano de fabricação. Por exemplo: “0313” significa que foi produzido na terceira semana de 2013.

Quando os sulcos do pneu atingem a profundidade mínima, é hora de trocá-lo. Os sulcos servem para escoar a água em piso molhado e evitar a perda de aderência. Para evitar que o pneu se torne inseguro, ou que os sulcos desapareçam para que depois você perceba que já deveria tê-lo trocado, todo pneu traz na lateral inscrição TWI (do inglês Tread Wear Indicator, ou indicador de desgaste da banda de rodagem). Olhando o sulco próximo das letras TWI você encontrará pequenos ressaltos. Basta trocar o pneu quando a altura da banda de rodagem se igualar a esses ressaltos.

 

Vela de ignição

A vela de ignição é importante porque produz a faísca na mistura ar-combustível dentro do motor, o que faz sua moto andar. Quando gasta, faz o consumo de combustível subir, assim como a emissão de poluentes. Troque-as de acordo com a indicação do manual e verifique seu estado a cada 3.000 km. A folga entre os eletrodos deve ter em média 0,8 milímetro e precisa ser ajustada quando se compra uma vela nova.

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Rodas de motos: como e por que cuidar delas

Rodas MarchesiniVocê cuida bem das rodas de sua moto? Sabe o que é realmente necessário para que elas continuem fazendo seu papel sem causar problemas?

Componente fundamental em praticamente todo veículo, as rodas em uma motocicleta têm um papel crucial, pois delas depende boa parte do equilíbrio, estabilidade e resposta exata aos comandos do motociclista.

Existem basicamente dois tipos de rodas de motocicleta: as raiadas e as de liga leve. As primeiras são as mais comuns, compostas por três componentes básicos: aro, cubo e seus elementos de união, os raios. Já as rodas de liga leve são peças monobloco, geralmente feitas de uma liga metálica na qual o alumínio é o componente principal. O objetivo de mesclar alumínio a outros metais é obter características de leveza e/ou resistência adequadas à motocicleta que a roda vai equipar.

QUAL A MELHOR RODA?
Esta pergunta, automaticamente, gera outra: para qual finalidade? Uma roda destinada a uma motocicleta pequena, leve e pouco potente não será submetida a grandes esforços. Por conta disso, a opção do fabricante é nunca exagerar, equilibrando de maneira ideal a resistência ao menor peso possível. Rodas pesadas demais influem não só no aumento do consumo mas também na dirigibilidade. Quanto maior e mais veloz for a motocicleta, mas importante será equacionar de maneira ideal a resistência e o peso.

Outro fato importante diz respeito não apenas ao tamanho, permormance e peso da moto mas também à sua finalidade, pois em uma moto destinada ao fora-de-estrada, por exemplo, a capacidade de resistir a impactos deve ser maior do que em uma moto superesportiva, destinada ao uso prioritário em pistas com boa pavimentação.Rodas raiadas com Marc Marquez

De uma maneira geral, as rodas mais comuns, raiadas, têm aros e raiação de aço com cubo de liga leve.Nas mais elaboradas motos para prática do off-road, sejam elas as cross mais radicais ou as enduro profissionais, de diferentes calibres, as rodas também são raiadas.

O que difere as rodas raiadas que equipam as motos utilitárias mais simples das mais sofisticadas off-road? O material utilizado especialmente no aro. Sai o aço, barato, e entra a cara liga de alumínio. Em um hipotético choque com um obstáculo, buraco, pedra ou desnível, uma roda raiada terá naturalmente uma maior capacidade de absorção de impacto.Os raios “trabalham”, oferecendo a flexão que atenua e redistribui a intensidade do impacto.

O mesmo acontece com o aro: se for de liga leve, a capacidade de flexão maior que a do aço o faz ter mais resistência a amassados ou ruptura.

Nas rodas monobloco de liga leve, a capacidade de absorção de choques é naturalmente menor, pois aro, raios e cubo são peça única realizada de um mesmo material, e desta maneira não há elementos de diferentes níveis de flexibilidade.

Então uma roda raiada é sempre melhor que uma de liga leve? Não, pois isso depende – como dito no início – do tipo de motocicleta. Motos muito potentes e rápidas exigem uma roda mais “precisa”, que não flexione sob o efeito de grande potência ou forças extremas como as enfrentadas em curvas rápidas.

Deste moto, rodas monobloco de liga-leve, sejam elas fundidas (as mais comuns e baratas) ou os mais caros modelos forjados, são perfeitas.

Uma moto grande, potente, mas com características de utilização mais “tranquila”, como por exemplo as grandes custom estilo Harley-Davidson, podem ter rodas raiadas desde que sejam robustas, pois neste tipo de moto a exigência por precisão direcional e os esforços devidos à alta velocidade são mínimos.Rodas raiadas

COMO CUIDAR
O principio básico é a análise visual constante das rodas, assim como “afiar” sua percepção para perceber alterações na moto, como vibrações anormais ou “puxar” para um lado.

Pequenos amassados em rodas raiadas, sejam elas dotadas de aros de aço ou de liga-leve não são obrigatoriamente motívo de pânico, mas exigem uma consulta a um profissional competente e especializado.

Muitas vezes o aro pode ser desamassado sem que isso represente um risco à segurança, dirigibilidade e resistência a futuros impactos. Porém, se o amassado for grande, e, pior, houver quebra de alguns raios, não economize: troque o aro e mande revisar toda a raiação.

Aliás, mesmo sem sinais de amassado, rodas raiadas terão sua performance ideal e vida últi aumentada com o devido tensionamento dos raios e verificação do alinhamento do aro em relação ao cubo.

E, quanto a este, é mais raro – mas não impossível – que grandes choques causem trincas ou rachaduras, principalmente nos locais de ancoragem dos raios. Nesse caso, JAMAIS caia na conversa de que uma soldinha resolve: cubo não se solda, se troca, tanto por conta de avarias quanto por causa do desgaste no caso de motos com freio a tambor. Portanto, olho vivo: buscar amassados, rachaduras e raios soltos é tarefa periódica (a cada mês, no mínimo, ou até menos em caso de frequentar pisos muito ruins).

As rodas de liga leve não fogem desta receita de inspeção visual constante, mas demandam ainda maior cuidado com relação a amassados. Nelas, não há como ser condescendente: uma vez amassadas, troque-as. E, de preferência, inutilize-as, evitando que um mau profissional as “conserte” e repasse para um incauto.

Consertar rodas de liga leve é um pecado. Desamassá-las exige duas ações que comprometem a resistência da roda: uso de calor e/ou pancadas. Tanto um como outro método podem, aparentemente, fazer a roda voltar ao seu formato original, mas não se engane: ela jamais voltará a ter suas características de resistência originais.Rodas de liga leve

Quanto maior, mais pesada e potente for a moto, piores serão as consequências, das quais as mais comuns são o perene desalinhamento e a fragilidade que, em caso extremo, leva a uma quebra repentina. Imaginou?

Outro grave aspecto é que, de um modo geral, motos com rodas monobloco de liga leve usam pneus sem câmara que, por sua natureza, exigem um contato perfeito do talão do pneu com a face interna do aro. Se o aro estiver amassado, a perda de ar ocorrerá. Pequeno amassado, pequena perda, grande amassado, esvaziamento rápido.

Se acaso acontecer o azar de, em uma viagem, de a roda amassar e a perda de ar for significativa, usar a marreta de borracha de uma borracharia vale para rodar de volta para casa. Isso desde que os quilômetros não sejam muitos e que a atenção seja redobrada, assim como a velocidade a mínima possível.

Rodas, como dito no começo, são um elemento crucial para a saúde da motocicleta e, consequentemente, de seu dono. Cuidar delas é obrigatório e tarefa periódica a ser realizada de maneira precisa e sem concessões pois, no caso, o barato pode sair muito caro, mesmo.

 

Fonte: G1

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Dicas de manutenção para sua moto

Bateria

Muitas baterias de moto não são seladas e esporadicamente precisam ter o nível de água completado. Na lateral da bateria você encontrará as marcas “mínimo” e “máximo”. Desligue a bateria (solte primeiro o pólo negativo), retire-a da moto, abra todas as tampinhas e complete o nível com água destilada vendida em postos de combustíveis e farmácias – água comum oxida as placas metálicas existentes dentro da bateria. Não use água mineral ou da torneira. No verão, em regiões quentes ou em motos que passam o dia estacionadas sob o sol, essa verificação tem de ser mais frequente. Quando montar a bateria de volta, aproveite para limpar os pólos e ligue primeiro o positivo.

 

Cabos

Os cabos de freio, acelerador e embreagem também devem ser conferidos periodicamente. A quebra pode deixar você a pé ou comprometer a segurança. É fácil verificar: no caso do freio dianteiro a tambor e da embreagem, afaste o guarda-pó de borracha dos manetes e espie o estado dos cabos de aço. Troque se estiverem desfiados. A verificação do cabo do acelerador e sua troca devem ser feitas em uma concessionária.

 

Corrente

A corrente perde a lubrificação mais rápido em períodos de chuva e quando se trafega em regiões com muita terra, pó ou areia. Se andar de moto sob chuva intensa, lubrifique a corrente com óleo SAE 80-90 antes da próxima saída (aplique sobre toda a extensão da corrente com um pincel ou escova de dentes). A lubrificação reduz o atrito com a coroa e o pinhão e faz com que os três componentes durem mais. Em condições normais de uso, no asfalto, lubrifique a cada 500 km rodados.

Conforme a moto ganha quilometragem, lentamente a corrente ganha folga. Com o tempo você notará que ela ficará abaulada para baixo. Quando essa folga for superior ao indicado no manual do proprietário (pode ser de 1,5 cm ou 2 cm, por exemplo), é preciso ajustá-la para não correr o risco de que se solte da coroa com a moto em movimento. Use um dedo ou chave de fenda para empurrar a corrente para baixo e ver quanto cede. O jogo de ferramentas original é suficiente para esticar a corrente e o procedimento está também no manual do proprietário. Basicamente, é feito soltando o eixo traseiro e o afastando para trás no braço oscilante da suspensão, junto com a roda. O aperto em excesso pode causar o rompimento. Cheque a folga a cada 1.000 km.

 

Filtro de ar

Algumas motos empregam filtros de ar descartáveis pela facilidade de manutenção, mas a maioria dos modelos de baixa cilindrada traz elementos de espuma. Estes devem ser lavados com detergente neutro a cada 1.000 km, e menos que isso se a moto circular em locais com muita poeira ou areia. Depois dessa limpeza, algumas fabricantes recomendam aplicar óleo SAE 80-90 na espuma.

 

Freio

No caso do sistema a disco, é possível ver se as pastilhas estão próximas ao limite ficando de frente para a roda. As pastilhas são formadas por uma base metálica (por onde ficam presas à pinça de freio) e pelo material de atrito, que visualmente é um “degrau” que fica em contato com o disco. Ele não pode estar com menos de 1 milímetro de espessura, e é ideal verificar até cada 1.000 km. Não deixe a pastilha acabar, porque essa economia sai caro: se a base metálica entrar em contato com o disco, vai danificá-lo e você precisará comprar um novo. Já nos modelos a tambor há indicadores do limite de ajuste das sapatas. O ajuste do freio a tambor é necessário conforme as sapatas se desgastam e a folga se torna superior a 3 cm até que o freio seja acionado quando pisamos no pedal.

 

Óleo do motor

Óleo lubrificante de boa qualidade é vital para a durabilidade do motor. Além de reduzir o desgaste entre peças como cilindro e anéis, o lubrificante ajuda a resfriar o motor e diminui o atrito no câmbio. Trocar o lubrificante seguindo os prazos corretos e especificações indicadas no manual do proprietário é uma das formas mais baratas de conservar seu motor. Escolha a fabricante de sua preferência, mas sempre siga a recomendação de viscosidade para qual seu motor foi projetado (por exemplo, 20W50).

Cheque se o nível do óleo lubrificante não está abaixo do mínimo recomendável a cada 1.000 km, pelo menos. Para isso, espere de 1 a 5 minutos após o uso e coloque a moto em piso plano. A maioria dos modelos precisa estar na vertical e não inclinada sobre o descanso lateral, o que resulta em diferença na leitura (consulte o manual da sua moto). Retire a tampa de abastecimento, limpe a vareta e insira novamente sem rosquear para verificar o nível do óleo, que deve estar entre as marcas “mínimo” e “máximo”. Se estiver abaixo do nível mínimo, complete com o mesmo lubrificante até atingir o nível correto.

No frasco de óleo você também encontra as classificações API de performance do óleo, por letras como SJ, SL e SM. Sendo de uma mesma viscosidade, um óleo API SL atende à uma classificação mais exigente que um API SJ, por exemplo (e assim por diante, em ordem alfabética). Você pode optar por um óleo de classificação API superior sempre que desejar, desde que respeite a indicação de viscosidade determinada pela fabricante da moto.

 

Pneu

A parada no posto é uma boa oportunidade para checar a calibragem dos pneus. O procedimento correto é feito com os pneus frios, por isso prefira parar no posto mais próximo – quando o pneu se aquece em contato com o piso, a pressão do ar interno aumenta e a bomba identifica uma pressão maior. Use a pressão indicada pela fabricante da moto no manual do proprietário ou adesivo que costuma ser fixado no braço oscilante da suspensão traseira.

Mesmo que os pneus ainda não estejam gastos, precisam ser trocados se completarem cinco anos. O problema é que a borracha enrijece e resseca com o passar dos anos, e isso diminui a capacidade de aderir ao asfalto, o que pode causar derrapagens. A data de fabricação fica estampada na lateral do pneu, perto da inscrição “DOT” (de Department of Transportation). É uma sequência de quatro números, na qual os dois primeiros revelam a semana em que foi produzido e os dois últimos, o ano de fabricação. Por exemplo: “0313” significa que foi produzido na terceira semana de 2013.

Quando os sulcos do pneu atingem a profundidade mínima, é hora de trocá-lo. Os sulcos servem para escoar a água em piso molhado e evitar a perda de aderência. Para evitar que o pneu se torne inseguro, ou que os sulcos desapareçam para que depois você perceba que já deveria tê-lo trocado, todo pneu traz na lateral inscrição TWI (do inglês Tread Wear Indicator, ou indicador de desgaste da banda de rodagem). Olhando o sulco próximo das letras TWI você encontrará pequenos ressaltos. Basta trocar o pneu quando a altura da banda de rodagem se igualar a esses ressaltos.

 

Vela de ignição

A vela de ignição é importante porque produz a faísca na mistura ar-combustível dentro do motor, o que faz sua moto andar. Quando gasta, faz o consumo de combustível subir, assim como a emissão de poluentes. Troque-as de acordo com a indicação do manual e verifique seu estado a cada 3.000 km. A folga entre os eletrodos deve ter em média 0,8 milímetro e precisa ser ajustada quando se compra uma vela nova.

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Dicas de segurança para viajar de moto

Quer fazer uma viagem ou um pequeno passeio, confira essas dicas!

Cada dia mais motos tomam conta das cidades, mesmo que dados do Denatran mostrem que representam somente 20% da frota do país. Porém, 69% das indenizações do DPVAT (Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Via Terrestre) nos primeiros meses de 2012 foram decorrentes de motocicletas. É por isso que você deve ficar de olho nestas dicas de segurança para viajar de moto. Veja só:

O que fazer antes de pegar a estrada

A preparação para pegar sua motocicleta começa antes de pegar a estrada e para isso você deve primeiro se concentrar e ver se realmente tem condições de dirigir bem sua motocicleta. Para isso deve ter tido uma boa noite de sono e não estar tomando nenhum medicamento que possa ocasionar efeitos colaterais.

Jamais se esqueça da revisão da moto: assim como quando vai viajar de carro, não pode deixar de ir ao seu mecânico de confiança para ver se ela está funcionando corretamente a fim de evitar imprevistos maiores durante a viagem. Confira sempre óleo, pneus (condições e calibragem), embreagem, freios (pastilhas/discos, e lonas/tambores), correntes ou correia, cabo de acelerador, retentores, condições da bateria. Disso pode depender asua segurança e o sucesso da sua viagem.

Como o tempo está e para onde você vai: é importante saber se vai chover ou se haverá estradas de terra durante seu trajeto, pois assim pode se prevenir com as roupas certas, bem como suprimentos. Confirme o trajeto e as condições das estradas.

Os equipamentos de proteção não podem faltar: Tenha certeza de que seu capacete está dentro do prazo de validade e de que nunca sofreu quedas mais fortes; utilize jaqueta e leve capa de chuva, bem como roupas ideias para quem vai fazer uma viagem longa, se este for seu caso. Mesmo não sendo um equipamento, aquelas antenas de motos ajudam a se proteger contra as linhas de pipa, então vale aqui instalar uma em sua motocicleta para evitar acidentes.

Fixe bem a bagagem: nada de deixar a bagagem solta, então se for colocá-la na garupa, fixe-a muito bem com um elástico para que ela não se solte e não deixe a moto instável também. Se possível, use malas próprias para motos se for fazer uma viagem longa e jamais exagere no peso. Caso não seja possível, procure utilizar mochilas próprias para motociclistas, com fecho na cintura para evitar o balanço da mochila nas curvas.

O que fazer na estrada

Lógico que depois de tomar os cuidados principais você deve se lembrar que não deve transitar pelo acostamento e, se for necessário, ligue o alerta a fim de evitar acidentes e multas.

 

Durante as viagens de moto, fique atento:

Cuidado com chuvas e neblinas: se de carro já é difícil ter boa visibilidade ao andar na chuva e neblina, imagine de moto. Tenha cuidado com aquaplanagem, cuidado com poças que possam esconder buracos e nada de fazer curvas muito inclinadas. Se a chuva estiver muito f
orte, procure um local seguro e espere o tempo melhorar.

Fique de olho nas ultrapassagens: os motoristas de carros possuem aquele ponto cego e podem não ver a moto, então redobre sua atenção na hora de ultrapassar. Corredor na estrada então nem pensar (aliás, não é indicado nem dentro da cidade). Vale lembrar que deve ultrapassar pela esquerda.

Lógico que estas são somente algumas dicas de segurança para viajar de moto, mas fique sempre atento ao que for importante e colecione somente bons momentos sobre as duas rodas.

Fonte: Andarilhar

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Quer levar seu filho para passear? Saiba quais são os cuidados necessários

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Você sabe qual é a idade mínima para uma criança andar na garupa da moto?

Segundo o Código Brasileiro de Trânsito é proibido “conduzir motocicleta, motoneta e ciclomotor transportando criança menor de sete anos ou que não tenha, nas circunstâncias, condições de cuidar de sua própria segurança”. O condutor que descumprir esta infração gravíssima está sujeito a levar multa, ter o direito de dirigir suspenso e ainda ter o documento de habilitaçao recolhido.

Vale ressaltar que a criança deve passar por uma avaliação física para ter certeza de que a mesma tem estatura suficiente para andar na garupa da moto, já que nem sempre uma criança acima de sete anos está apta a passear com segurança.

Crianças se distraem com facilidade e não tem o mesmo reflexo para situações de perigo como os adultos, portanto, na hora de levar o seu pimpolho pra passear certifique-se de que a segurança dele e sua estão garantidas.

Outro fator muito importante a ser observado é o equipamento que a criança deve usar, o ideal é que o capacete seja do tamanho equivalente à sua cabeça. Este assunto é muito sério e infelizmente alguns pais ignoram a segurança do filho dando um capacete de adulto para ele usar, deixando-o exposto à graves consequências ou até mesmo a morte, caso ocorra um acidente sério.

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Linha de pipa pode cortar como faca: veja como se proteger na moto

Durante o período de férias escolares, o aumento da prática de empinar pipas é nítido no Brasil e, com esta brincadeira, também cresce o risco para motociclistas causado pelas linhas com cortante. Com o objetivo de cortar a linha de outras pipas, o usuário transforma o lazer em uma arma letal.

Em Belo Horizonte (MG), uma mulher morreu quando estava em uma moto e foi atingida por linha de pipa. O mesmo tipo de acidente ocorreu em Vitória (ES), onde outra mulher teve o pescoço cortado, além de um dos dedos decepados enquanto andava com motocicleta.

“Quando atinge o pescoço, a linha com cerol funciona como uma faca”, afirma o chefe do departamento de medicina do tráfego ocupacional da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet).

“Pode ocorrer uma lesão grave, com muita perda de sangue e possível morte. Além disso, o motociclista fica desnorteado, o que pode provocar um segundo acidente”, acrescenta Dirceu Alves Jr, da Abramet.

“A alta velocidade pode agravar e a linha acaba sendo arrastada, tonando-se mais perigosa que um facão”, diz o médico. Entre os locais mais propensos a isso, estão as estradas que passam por áreas urbanas.

O G1 questionou o Ministério da Saúde e a Polícia Rodoviária Federal, mas não existem dados computados dos casos de acidentes de motos envolvendo linha de pipa.

 

Antena corta-fio é a melhor proteção

A principal maneira para o motociclista se prevenir contra a linha com cortante é a instalação da antena corta-fio. O item de proteção é encontrado em lojas especializadas para motos por valores que podem variar de R$ 10 a R$ 50.

“A antena funciona como um anzol na ponta e tem um ponto de corte”, explica Raul Fernandes Jr., instrutor de pilotagem em motos. Além da antena, o uso do capacete do tipo fechado é mais seguro e a viseira sempre deve estar fechada.

linha-corta-fio

 

“Os capacetes do tipo aberto, permitidos por lei, deixam o motociclista mais exposto às linhas, que podem atingir o rosto”, indica Dirceu Alves Jr., da Abramet.

Uma opção de proteção complementar é encontrada em uma “pescoceira” especial, que possui fios de aços internamente. Esse item custa a partir de R$ 40.

pescoceira

 

Pescoço é o principal alvo

Como são mostrados em casos recentes ocorridos no país, o pescoço acaba sendo o principal alvo da linha e isso tem uma explicação. “O tipo de formato do nosso corpo, com o capacete, e o da moto, cria um caminho natural para a linha ir até o pescoço”, afirma Raul Fernandes Jr.

No entanto, não é descartada também a proteção para outras partes do corpo. “Existe a possibilidade da linha atingir as mãos também, assim, o uso de luvas é indicado”, aconselha Dirceu Alves Jr.

O que diz a lei?

Não existe uma lei federal que proiba o uso de linha com cerol ou chilena, mas tramita no Congresso Nacional um projeto de lei que prevê a proibição deste tipo de item. Assim, a legislação acaba variando pelo território brasileiro. Em São Paulo, por exemplo, é proibida a fabricação e comercialização da mistura cola e vidro moído.

 

Fonte: G1

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Quanto custa um acidente?

O Departamento de Trânsito da Espanha divulgou um vídeo da campanha “Os objetos mais caros do mundo”, que visa conscientizar os motoristas que uma pequena distração ao volante — e porque não ao guidão de uma moto —  pode ter consequências muito sérias para muitas pessoas além do próprio condutor.

Algo tão insignificante como pegar um óculos de sol ou o telefone celular enquanto dirige/pilota podem custar muito caro.

Assista o vídeo e reflita a respeito.

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