Victory Octane bate recorde de burnout nos Estados Unidos

O piloto Joe Dryden, membro do time de stunt (manobras) da Victory, detém agora o Recorde Mundial do Guinness de maior distância queimando o pneu traseiro de uma motocicleta (o famoso burnout). O pneu traseiro da Victory Octane “sobreviveu” durante 3,58 quilômetros no circuito Orlando Speed World, nos Estados Unidos, antes de estourar, mas foi o suficiente para moto e piloto estabelecerem o novo recorde.

No vídeo fica nítido o marketing por trás da ação, até porque a Octane acabou de ser lançada e precisa de divulgação. A impressão que fica é que qualquer motocicleta com a mesma potência e equipada com um bom conjunto de freios pode atingir – ou até passar – estes números. Ainda assim, ninguém até agora arrastou o pneu traseiro tão longe na presença de um membro do Guinness, então Dryden pode ostentar seu título.

A Octane está equipada com um V-Twin de 1.179 cm³ e refrigeração líquida, capaz de produzir 104 cavalos de potência a 8.000 a rpm e entregar um torque máximo de 10,9 kgf.m aos 6.000 giros, sendo o maior e mais potente propulsor já construído pela Victory. Segundo a marca, o motor foi aprimorado – cilindro com 73.6mm de curso – para girar mais e tem o corpo do acelerador (de 60mm) mais curto, tudo para se parecer mais com uma moto esportiva do que com uma custom americana – ainda de acordo com a marca, a  Octane faz de 0 aos 100km/h em menos de quatro segundos.

Confira o vídeo:

Fonte: Revista Duas Rodas

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Por que motociclistas usam caveiras em seus brasões e personalizações das motos?

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A caveira tem diferentes interpretações em vários segmentos. Para o roqueiro é uma coisa, para o místico é outra, para o religioso outra. Mas, dizer que para o “motociclismo” simboliza a igualdade, é um grande erro! De forma geral a figura da caveira significa “Perigo”. Esse é seu simbolismo universal!

O motociclismo sempre gostou do uso da caveira, normalmente ligado à força, risco, perigo. Nos moto clubes tradicionais, cada um tem seu significado para a caveira, normalmente só conhecido pelos membros do próprio clube.

Nunca em tempo algum a figura da caveira teve no mundo das duas rodas essa conotação, quem criou isso simplesmente atropelou a verdadeira história e com certeza, em tempos de politicamente correto, vai conseguir destruir parte dela.

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Aproveite o Carnaval com segurança sobre duas rodas

O feriado do Carnaval, que acontece nesta semana, será a ocasião ideal para muita gente pegar a estrada e aproveitar os dias de folga, mas é preciso lembrar que esta é uma época que demanda muito mais cautela no trânsito.

Por reunir uma quantidade extra de veículos nas rodovias e estradas do Brasil, o feriado deixa os motoristas e motociclistas mais vulneráveis a acidentes, por esse motivo o percurso deve ser realizado com ainda mais atenção sobre duas rodas.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a atitude dos condutores ainda é o principal motivador de acidentes nas rodovias, fato que reforça a importância de sempre usar equipamentos de segurança e manter-se focado na pista. Outras recomendações envolvem o planejamento detalhado da viagem também no que se refere às condições do clima, à distância a ser percorrida e à programação de pausas para descanso.

Nessa época, o consumo de bebidas alcóolicas é outro elemento muito presente, apesar das campanhas incansáveis para prevenir este ato irresponsável. Um destes alertas está presente na Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), organizada pelo Ministério da Saúde. O estudo revela que cerca de 24% dos brasileiros continua a assumir a direção mesmo após ingerir álcool, em franca desobediência à lei e à vida, comportamento que infelizmente tende a aumentar com a chegada do Carnaval. A orientação é clara e os números preocupantes. Aliar álcool e direção é um passo adiante para o perigo.

Decisivas na ocorrência e gravidade de incidentes, as condições dos veículos, sejam motos ou carros, também precisam de vigilância. Checar os faróis, pneus, motor, óleo, combustível, kit de ferramentas é fundamental. Para o diretor e especialista em trânsito da Perkons, Luiz Gustavo Campos, o ideal é que eventuais impasses no veículo sejam solucionados antes mesmo de serem concretizados. “O condutor responsável é aquele que previne e minimiza as chances de estar envolvido em acidentes”, completa.

Conforme Campos, falhas mecânicas elevam a possibilidade dos carros e motos pararem repentinamente em locais despreparados para esta circunstância, o que além de gerar incidentes, pode alongar as filas de congestionamento, típicas do feriadão. Do mesmo modo, são essenciais o respeito aos limites de velocidade exibidos nas placas ao longo da via e às regras de transporte para crianças menores de 10 anos, definidas pela Resolução 277 do Contran.

Telefones úteis:
Corpo de Bombeiros – 193
Policia Militar – 190
Polícia Rodoviária Federal – 191
Polícia Rodoviária Estadual – 198
Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU (pronto-socorro) – 192

Fotos: Divulgação

Fonte: www.moto.com.br

 

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7 DICAS PARA CURTIR SUA MOTO SEM PERIGO

Conheça atitudes valiosas para aumentar sua segurança na motocicleta

Boa parte dos acidentes pode ser evitada se o condutor da motocicleta estiver preparado e atento aos possíveis imprevistos do trânsito.

Para garantir tranquilidade e segurança na pista, confira 7 dicas simples de serem seguidas:

Equipamento de segurança

1. Sempre saia com capacete, tanto o condutor quanto o passageiro. Os modelos com adesivo refletivo facilitam que você seja visto por outros motoristas.

2. Se possível, procure usar pelo menos uma peça de roupa mais clara. Este cuidado facilita que sua motocicleta seja vista por todos.

Comportamento do motociclista

3. Procure manter o farol aceso também durante o dia para facilitar que os motoristas de carros e veículos grandes possam vê-lo.

4. Fuja dos pontos cegos dos outros veículos e prefira manter-se à direita em pistas rápidas.

5. Mantenha distância segura do veículo à sua frente e, conforme a velocidade aumenta, amplie ainda mais este espaço entre vocês.

Atenção nas pistas

6. Estradas com pouca manutenção ou que são antigas pode ter pontos de desgaste na junção de placas de concreto – o que rapidamente se transforma em armadilha do trânsito. Fique atento a estes locais para que possa desviar ou atravessar com cuidado.

7. Cascalhos na pista que ainda não se misturaram com a terra dificultam o equilíbrio e o controle da motocicleta. Procure manter aceleração constante e evite frear sem motivo.

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Como aumentar a vida útil dos pneus da moto

pneuOs pneus são componentes importantes no desempenho da moto e na segurança do motociclista. Eles possuem uma vida útil que varia de acordo com o tipo de pneu e de moto, mas muitas vezes acabam sendo esquecidos pelos seus proprietários. Seguindo algumas dicas e cuidados básicos é possível aumentar de forma significativa a durabilidade e a vida útil dos pneus, bastando tomar alguns cuidados. Confira!

 

 

 

Calibragem Correta

Os pneus são os únicos pontos de contato da moto com o solo e a calibragem impacta diretamente na durabilidade dos próprios pneus, no consumo de combustível e na segurança do motociclista e deve ser feita de acordo com as especificações do fabricante da moto. A primeira regra é ler o manual, onde estão as informações sobre a calibragem correta, que deve ser feita pelo menos uma vez por semana. Além disso, no manual são encontradas algumas particularidades específicas em relação ao pneu que podem comprometer o desempenho da moto. Algumas motocicletas têm um adesivo, normalmente na lateral, onde pode ser encontrada a calibragem correta de acordo com o peso que a moto vai transportar.

A hora certa de trocar os pneus

A maioria dos fabricantes de motocicletas indicam que os pneus durarão cerca de 10 mil km nas motos esportivas, enquanto que nas motos custom (conheça os diferentes modelos aqui) devem rodar cerca de 12 mil km. Mas muitos fatores podem aumentar ou diminuir o tempo de uso e o desgaste, como a forma de conduzir a moto, o tipo de piso e ocorrências que provocam bolhas e cortes.

Para saber a hora certa de trocar os pneus é preciso ficar de olho no indicador que é conhecido pela sigla TWI (Tread Wear Indicador). É uma pequena saliência que fica localizada entre os sulcos dos pneus e serve como indicador de desgaste da banda de rodagem. Quando os sulcos dos pneus atingirem a profundidade de 1,6 mm, o que é indicado pelo TWI, significa que está na hora de trocar os pneus. Também é importante ficar de olho no desgaste dos pneus porque, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, conduzir um veículo em mau estado de conservação, comprometendo a segurança, sujeita o condutor a multa e retenção da moto.

Outra informação importante é que a legislação brasileira proíbe em motos o uso de pneus reformados, o que inclui pneus frisados, riscados, recauchutados, recapados e remoldados.

Na hora de trocar os pneus fuja de montagens manuais por borracheiros não habilitados e que não tenham equipamentos adequados. Uma montagem inadequada pode danificar o talão (friso de aço lateral) e comprometer a segurança do motociclista. Portanto, para garantir a qualidade, opte pela montagem por borracharias ou empresas especializadas.

Escolha o pneu certo

Nunca use um pneu que não seja adequado para o seu tipo de moto. Muitos motociclistas fazem uso de outros pneus para valorizar a estética ou buscando preços mais baixos, mas isso acaba comprometendo a segurança, a durabilidade dos pneus, o consumo de combustível e o desempenho da moto.

De olho nas rodas

Além de ter o pneu certo, é importante que as rodas passem por uma análise rotineira e um balanceamento, assim é possível acompanhar o desgaste e prevenir imprevistos na estrada. As rodas são importantes componentes da motocicleta que interferem na segurança do motociclista, na durabilidade dos pneus e no desempenho da moto, portanto, também dever receber especial atenção e nunca devem ser trocadas por outras diferentes das especificações do fabricante da motocicleta. O mesmo vale para as câmaras de ar, que vêm sendo gradativamente eliminadas com a opção cada vez maior pelos pneus sem câmaras. Elas devem ser específicas para cada roda e pneu.

Fonte: Aline Mattos para o site Viagem de Moto

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Motivos para Viajar: 10 Razões para pegar a estrada

Motivos para Viajar: 10 Razões para pegar a estrada

Muitas pessoas não entendem os motivos para viajar. O argumento principal para deixar de fazer uma viagem é a quantidade de dinheiro que elas gastariam e que viajar não traz nenhum retorno. Também já ouvimos outros argumentos como “eu prefiro sempre ir para a praia” ou o mais recente “eu consigo ver todas as paisagens pela internet”. Cada pessoa tem os próprios motivos para não viajar. Os viajantes, no caminho inverso, tem os seus motivos para viajar e listamos abaixo 10 motivos principais para você se juntar a nós:

1. “Wow”: você já teve aquela experiência “wow” ao ver uma paisagem ou encontrar alguma pessoa? Quando você viaja esta experiência se torna constante. E o melhor, ela não é repetitiva. Cada experiência é diferente e você estará sempre em busca de novas experiências. Todas elas (boas ou ruins) farão você se sentir mais vivo e parte deste mundo.

2. Fugir da rotina: você trabalha o dia todo, estuda, vai para casa, dorme e no dia seguinte faz as mesmas coisas. Aquele feriado chega finalmente chega e você vai para…a mesma praia de sempre !!! Não estou falando que as praias sejam ruins, mas você já pesquisou outros lugares para visitar? A maioria das pessoas vive tanto na base da rotina que suas vidas se tornam um livro de apenas um capítulo.

3. Vivenciar diferentes culturas: viver em um local por um longo tempo (toda a sua vida) te dá uma falsa sensação de que todos possuem os mesmos costumes. Se aventurar por outros países com diferentes culturas faz sua mente se abrir.

4. Adaptação e improviso: em uma viagem nem sempre existe um plano fixo ou rotina. Mesmo que você planeje muito bem, você precisará fazer alguns improvisos e adaptações para conseguir o que precisa. Você levará este aprendizado por toda a sua vida e poderá aplicá-lo diariamente nas suas atividades.

5. Fazer novos amigos: algumas pessoas reclamam que não viajam pois não tem amigos. Viaje sozinho e você conhecerá muitas pessoas viajando pelo mundo. As chances são enormes de você fazer novos amigos em outros países e até poderá encontrar com eles novamente em outras viagens.

6. Encontrar a paz interior: você poderá encontrar a paz interior se esquecendo das distrações diárias de sua vida. Apenas se conecte ao ambiente que você estiver e curta o momento.

7. Ter novas perspectivas: sabe quando você conversa com um amigo que te conta uma história e faz você perceber algo que você não via antes? Já pensou que esta história pode ser a vida de um viajante que faz você se dar conta de que a sua própria vida pode ser diferente? Viajando você verá o mundo e conhecerá diferentes culturas e pessoas. Você aprenderá muito sobre você mesmo e suas expectativas e objetivos na vida podem mudar completamente.

8. Reduzir stress: talvez as coisas sejam estressantes no seu trabalho. Viajar é a melhor maneira de focar no presente e deixar os suas preocupações de lado. Você se sentirá renovado após uma boa viagem.

9. Ampliar os horizontes: há quase 200 países no planeta. Viajando você terá muitas opções de onde ir, quanto tempo ficar e o que fazer. Você pode ir e se aventurar, praticar esportes, aprender a cultura local ou apenas relaxar. Viaje e amplie suas horizontes, viva suas possibilidades.

10. Aprender um novo idioma: um idioma diferente adiciona diversidade ao seu mundo. Já vi até alguns relatos de pessoas que aprenderam espanhol em um mochilão de alguns meses pela América Latina. Vá para um país que você não conhece o idioma e tente aprender algumas frases.

E você? Quais são os seus motivos para viajar?

Foto: Lourivalde Vieira (Catariana)

Fonte: Blog Bike Road Tour

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Equipamentos para andar de moto no verão

E o verão chegou! O calor finalmente começa a aparecer e com ele, os motociclistas acabam deixando a segurança de lado em troca de uma pilotagem mais confortável.


É muito comum ver pelas ruas pessoas pilotando apenas de camisa, sem luvas, jaquetas, calças ou botas, principalmente nesta época em que o calor é mais intenso. Obviamente as consequências de um acidente vão ser bem maiores do que se o sujeito estivesse usando o equipamento completo. No entanto, como usar uma pesada jaqueta e um grosso par de luvas com um calor de 40º? A resposta é simples: Não use!

Existem equipamentos próprios para uso em dias quentes, e eles são muito confortáveis, leves e realmente protegem. Então vou falar um pouco sobre os equipamentos ideais para cada parte do corpo.

Cabeça

O Capacete é peça de proteção inegociável. Tem que usar! Mas ele não precisa ser desconfortável. Existem modelos mais indicados para climas quentes, como o S500 Air da Shark, que é extremamente ventilado.

Mas a minha preferência, nestes casos, são os modelos escamoteáveis, mais conhecidos como “articulados”, ou “Robocop”. A parte do queixo deles é articulada, e permite a abertura completa da parte frontal.


O LS2 FF386, o Shark Openline e o Zeus 3000A são modelos de capacetes articulados.

Você só deve ficar atento para não usar ele aberto enquanto pilota. O melhor é usar o queixo sempre abaixado enquanto pilota, e deixar para abrir apenas quando a Moto estiver parada.

Eu não recomendo o uso de capacetes abertos, tipo peruzinho ou coquinho, pois estes não protegem o seu queixo em momento algum.

Corpo

Existem duas formas de proteger o corpo em situações de calor. Usando uma jaqueta de verão ou usando protetores independentes.
A jaqueta de verão é como uma jaqueta normal, porém, ela é feita de um tecido com grandes furos, bem ventilada. Dá para andar com uma dessas no calor sem problema nenhum.

Ela possui todos os protetores das jaquetas normais: Ombros, costas, cotovelos e, em alguns casos, no peito. Alguns modelos ainda contam com um forro removível impermeável, para o caso de uma chuva aparecer repentinamente. Exemplos de jaquetas de verão são a Riffel Summer, a Race Tech Summer, toda a linha Air Flo da Alpinestars e a Tutto Moto Leonardo Summer.

Outra forma de proteger o corpo é usando um colete com protetores, como por exemplo o Alpinestars Bionic. Este protetor pode ser usado diretamente sobre a pele. Basta usar uma camiseta por cima e pronto, você está protegido sem parecer um astronauta.

O ponto negativo deste tipo de protetor é que ele não protege 100% da pele, então dependendo do tipo de acidente, você ainda poderá ficar com algumas escoriações. Mas pelo menos não ficará inteiramente quebrado.

Para viagens, há também as jaquetas que são fechadas, mas que possuem aberturas de ventilação. Em baixa velocidade elas não refrescam muito, mas em velocidade constante, como em uma viagem, é bem confortável de usar.

Mãos

As luvas são a parte mais fácil de resolver em situações de calor. Existem luvas de todos os tipos e para o verão não seria diferente.

As luvas para uso no verão são pequenas, de tecido ventilado e com protetores discretos. A X11 Blackout que fiz o teste recentemente é uma ótima luva para o verão.

Pernas

Assim como a parte de cima do corpo, as pernas também possuem duas formas de proteger: Usando uma calça de verão ou apenas os protetores.

As calças de verão também possuem o tecido com furos para ventilação, e possuem protetores nos joelhos e, em alguns casos, nas laterais das coxas.

Já os protetores, há basicamente um só: O do joelho. É uma joelheira, que em alguns casos se estende até a canela. Protege bem, mas não evita escoriações na pele.

Pés

A proteção para os pés é importante também. Um bom calçado para andar de moto deve proteger os pés nas áreas mais importantes.

Existem muitos “tênis de pilotagem”, como o Apex Adventure ou o Alpinestars Fastlane, Eles possuem protetores na lateral externa, sliders dos dois lados do calcanhar e são feitos de material leve e respirável.

Há também as botas ventiladas, como a Apex Racer Vented, que é feita de um tecido COURO com furos que permitem a circulação do ar dentro do calçado.

Conclusão

Equipamentos servem para garantir uma pilotagem segura e confortável. No verão é realmente difícil usar jaquetas e outros equipamentos mais pesados, ainda mais quando “é ali pertinho”. Porém, negligenciar a segurança é dar chance para o azar. Então fica a dica: Invista em bons equipamentos e ande sempre protegido.

 

Fonte: Daniel Ribeiro para o Motos Blog

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Conheça 5 motos que fizeram história no mercado brasileiro

A indústria da motocicleta no Brasil decolou por decreto em 1976, no tempo da ditadura, com a proibição das importações de veículos determinada pelo general Ernesto Geisel, então presidente da República. Na década seguinte, os fabricantes correram atrás do prejuízo e lançaram vários modelos para atender ao mercado nacional – e cinco deles fizeram história. Veja quais foram essas motocicletas pioneiras e icônicas, por ordem cronológica e com anúncios da época:

1976 – Honda CG 125

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É a única das cinco fabricadas até hoje que se tornou não apenas a motocicleta mais vendida do país como também o veículo recordista da indústria nacional. Ela vendeu mais que o Fusca e qualquer outro meio de locomoção a motor no Brasil. Do modelo conhecido por “CG bolinha” à mais recente versão, a CG 125 Fan, muita coisa mudou tecnicamente, mas não o conceito básico, que tem no robusto e econômico motor monocilíndrico 4 tempos o seu “coração”. Fácil de pilotar, incrivelmente resistente e inimiga da oficina, a CG é a motocicleta na qual a grande maioria dos motociclistas estreou ao guidão.

1980 – Honda CB 400

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O lançamento da CB 400 foi um susto. Naquele final de 1979 não haveria melhor surpresa para os motociclistas brasileiros, “órfãos” de motos grandes havia quatro anos, desde a proibição das importações. Inesperadamente moderna, a maior das motos nacionais de então dava um show de tecnologia, equipada com rodas Comstar mistas aço-alumínio, freio a disco na roda dianteira e motor bicilíndrico de 40 cavalos, que a levava perto dos 170 km/h de velocidade máxima. Nos anos seguintes foi sendo aperfeiçoada, ganhando versões como a CB 400 II (mais luxuosa e com dois discos na dianteira) e também um upgrade de potência, com o aumento do motor para 450 cc em 1983. Ele proporcionou meros 3,3 cavalos de potência a mais, mas um torque 34% maior (de 3,2 para 4,3 kgf.m). Versões? Custom, Esporte, DX e TR, entremeadas por versões especiais. Uma derivação de forte apelo esportivo foi lançada em 1989, com motor mais potente e chassi de tubos retangulares, a CBR 450 SR. Até hoje há quem diga que as CB 400/450 seriam motos que ainda deveriam estar no catálogo da Honda. Foram produzidas até 1994.

1981 – Yamaha DT 180

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A DT 180 foi a trail que incentivou gerações de motociclistas à prática do off-road, mas não só isso, pois a versatilidade do projeto fez dela uma motocicleta multiuso, tornando-se opção de transporte de muitos que jamais colocariam seus pneus sequer em uma estradinha de terra batida. Modernidade e desempenho aliados a um visual singular serviram de cartão de visitas para essa Yamaha, pioneira da suspensão monoamortecida em termos nacionais. Ver uma DT 180 estacionada no centro de uma grande cidade como São Paulo e saber que aquela mesma moto, com poucas mudanças, era capaz de vencer o Enduro da Independência, a mais popular competição de motos do Brasil da época, fez dela um ícone. Fabricada até 1997, foi recebendo melhorias e versões variadas no arco de sua produção, mas sempre mantendo o potente (quase 20 cv) motor monocilíndrico refrigerado a ar. Como a moto era leve (pesava pouco mais de 100 kg), o motor dava a ela um talento inigualável para enfrentar as trilhas e o dia a dia na cidade. Foi produzida até 1997.

1982 – Honda XL 250R

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A resposta da Honda à Yamaha demorou dois anos, mas quando veio fez a alegria dos fãs da marca. Em 1982, a primeira off-road Honda montada no país representava um real progresso diante da Honda XL 250 importada em poucas unidades em meados dos anos 1970. Um passo à frente era certamente o sistema Pro-Link na suspensão traseira, cujo monoamortecedor progressivo oferecia ao mesmo tempo conforto e excelente comportamento em terrenos ruins. O motor monocilíndrico de 22 cavalos compensava com um torque razoável o peso não exatamente “pena” da XL 250R, perto dos 130 kg. Em 1984, o modelo foi reformulado, ganhando um motor com cabeçote de quatro válvulas radiais (RFVC – Radial Four Valve Chamber) e no lugar do carburador simples, dois carburadores. Isso fez a potência subir para 25 cavalos e o nome mudar para XLX 250R. Em 1987, o carburador voltou a ser um só, mas o que não mudou foi o sucesso, o que incentivou a produção do modelo até 1994, mesmo com o aparecimento (em 1987) de uma forte rival na própria linha Honda, a XLX 350R, 100% derivada do bom e velho “xiselão”.

1986 – Yamaha RD 350 LC

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Se houve uma moto que despertou paixões violentas foi a Yamaha RD 350 LC, até mesmo pela grande expectativa criada pela empresa. Ela foi mostrada no Salão em São Paulo em 1984, mas só chegou às concessionárias em 1986, montada nas novas instalações da Yamaha em Manaus. O modelo era uma evolução da lendária RD 350 “viúva negra”, a versão original refrigerada a ar que frequentou com sucesso o mercado nacional dos anos 1970. A RD 350 LC era uma esportiva ao pé da letra – RD é sigla para “Race Developed”, que significa desenvolvida para competições, e “LC” alude ao sistema de refrigeração líquida (Liquid Cooled, em inglês). Mais letras davam um toque de fineza mecânica: o YPVS, sigla de Yamaha Power Valve System, dispositivo eletromecânico nos escapes que proporcionava maior torque em baixos e médios regimes de rotação, até então um ponto fraco dos motores 2 tempos como esse da Yamaha. Aliás, que motor! O bicilindro era capaz de gerar perto de 60 cavalos. Tal cifra aliada ao peso abaixo dos 170 kg proporcionava acelerações fulminantes e velocidade máxima que lambia os 200 km/h. Mais do que uma moto, a RD 350 LC foi uma lenda, uma espécie de Davi que com apenas 350 cc conseguiu bater os Golias de então, as motos de 500 ou 750 cc dotadas de motores 4 tempos. A RD 350 LC foi produzida até 1993.

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Asfalto precário é risco para motos no Brasil: veja dicas de ‘sobrevivência’

A qualidade da pavimentação no Brasil é das piores. Quem sofre muito com isso é o motociclista, obrigado a colocar toda sua habilidade (e sorte) em ação a cada trajeto que faz.

Seja nas rodovias ou nas avenidas e ruas de cidades gigantescas como as de São Paulo ou do Rio de Janeiro, piso perfeito é algo raro. Quando isso acontece, a qualidade do chão em que nossos pneus rodam dura pouco. Falta de manutenção é um aspecto, mas há, principalmente, um grande descaso das concessionárias de serviços como luz, gás, agua e esgoto, cujas obras e consequentes remendos compromentem a pavimentação.

Uma semana e cerca de 1.000 km rodando de motocicleta na Espanha e Itália recentemente renovaram a minha certeza de que estes países, mesmo não tendo ruas e estradas impecavelmente pavimentadas como as que em que já rodei na Suíça e Alemanha, por exemplo, tornam o ato de conduzir uma motocicleta algo infinitamente mais seguro do que fazer o mesmo no Brasil.

Enquanto ninguém se conscientiza sobre a barbaridade que representa não cuidar da pavimntação e ainda por cima “enfeitá-la” com armadilhas, veja 5 dicas práticas sobre como enfrentar problemas previstos e imprevistos:

1)    LOMBADAS/VALETAS
Velocidade moderada, sempre. Porém, algumas vezes lombadas e valetas são mal sinalizadas e, quando as percebemos, estão a poucos metros. O que fazer? Frear ao máximo, claro, mas sem cometer o erro de desequilibrar a motocicleta. É fundamental entrar na valeta ou lombada com a moto perpendicular e soltar os freios totalmente para superar o obstáculo. Assumir uma postura recuada de pilotagem, como a de um piloto de motocross saltando, também é importante. Certamente você já viu isso ao vivo, em video ou foto: tente reproduzir tal postura. A idéia é aliviar o peso da roda dianteira, deslocando o corpo para trás ao máximo, de preferência sem encostar no banco da moto, deixando como únicos pontos de contato as mãos e pés.

lombada sem sinalização em São Vicente, SP

2)    BURACOS
A pior maneira de encarar em um buraco de moto é freando
: com o peso transferido à frente pelo efeito da desaceleração a chance de entortar ou até mesmo quebrar sua roda dianteira e danificar o pneu irremediávelmente é gigante. Se der tempo, ao ver o buraco e se concientizar que não há tempo para reduzir a velocidade suficientemente, é melhor acelerar. A técnica explicada acima, de deslocar o corpo para trás, também é fundamental nesse caso, e a ideia é fazer a roda dianteira passar pelo buraco praticamente sem peso. Se a frente passar bem, o impacto sobrará para a roda traseira, sempre mais robusta, e que não tenderá a desequilibrar a moto causando uma eventual perda de controle.

3)    FAIXAS DE SINALIZAÇÃO
Fuja delas. Tanto as que delimitam as pistas de rolamento de uma rodovia quanto as transversais, que indicam a contenção antes de semáforos, ou as faixas de pedestres, tendem a ter uma aderência menor do que o asfalto inclusive quando secas. Molhadas, então, são como azulejos. Em estrada evite que sua trajetória em curva, com moto inclinada, faça seus pneus “pisarem” sobre  elas.

Escorregadias, faixas de sinalização são perigo para as motos

Se for inevitável, passe sobre as faixas com a moto o mais neutra possível, pouco inclinada e sem aceleração. Na cidade, seja rodando no chamado corredor, seja ao se aproximar de um cruzamento, evite frear ou reacelerar de maneira brutal com os pneus sobre as partes brancas do asfalto.

4)    TACHÕES/OLHOS DE GATO
Os primeiros em geral são altos e têm ângulos vivos. Passar sobre eles com moto freada ou muito carregada significará quase sempre danificar roda e/ou pneu. Na impossibilidade de desviar dessa armadilha, vale a mesma tática indicada para encarar buracos, lombadas e valetas: deixar a frente da moto leve, acelerando, deslocando o corpo para trás e até mesmo dar aquela puxadinha no guidão para ajudar à roda a superar o obstáculo.

Tachões devem ser evitados por motos

Já os olhos de gato, geralmente mais baixos, usados para delimitar as faixas de rolamentos de avenidas e estradas, não têm tanto poder de desequilibrar a motocicleta, mas, quando molhados, podem causar problemas. O melhor, sempre, é não passar por cima deles nem freando nem acelerando de maneira intensa, especialmente quando a pista estiver molhada.

5)    REMENDOS/TAMPAS DE BUEIRO – Prestar atenção na coloração do asfalto é obrigatório, assim como nas malvadas tampas de bueiro e bocas de lobo. Geralmente, remendos são mais escuros do que o resto da pavimentação, e podem ter um índice de aderência diferente.

A melhor coisa é desviar das manchas no asfalto, tanto por conta desse aspecto da aderência diferenciada como pela razão que, em geral, remendos podem significar depressões e/ou calombos que podem desequilibrar sua moto. Quando for inevitável passar sobre o remendo ou boca de lobo – e quase sempre é –  passe com a moto o menos inclinada possível e neutra, ou seja, sem acelerar e nem frear intensamente.

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Como pode melhorar
A maior qualidade do chão em 100% dos caminhos que percorri não me pareceu ser unicamente devida a menos buracos ou desníveis, mas também por conta de como os remendos são realizados. No Brasil ainda se quebra o asfalto, quando necessário, com britadeira ou até mesmo na base da picareta. Na Itália, presenciei um conserto no qual uma grande máquina com serra circular era usada para cortar a área degradada do asfalto a ser recapeada com exatidão, o que resultou em um serviço muito melhor.

Mas não foram apenas remendos caprichados e asfalto mais bem cuidado o que me deu uma grande sensação de segurança nesta semana ao guidão na Europa: a tinta usada na sinalização de solo não pareceu ter a péssima vocação de se tornar escorregadia ao primeiro sinal de chuva. O melhor de tudo foi mesmo não ter encarado nenhuma lombada estilo rampa de lançamento e nem tachões ou olhos de gato malvados, de altura e formatos incoerentes, que aqui no Brasil são comuns para delimitar faixas de rolamento das avenidas.

Certamente quem realiza lombadas fora de padrão ou aprova a instalação de protuberâncias exageradas na pista não anda de motocicleta e, portanto, não sabe o que significa encarar obstáculos deste tipo em um veículo de duas rodas. Entendo que o sistema viário das grandes cidades exige artefatos que obriguem a redução de velocidade e delimitem espaços, mas uma boa olhada nas soluções usadas em uma cidade muito movimentada como Roma, por exemplo (foto abaixo), poderia servir de excelente exemplo aos prefeitos das cidades do Brasil onde a motocicleta é artigo de primeira necessidade.

Elementos para separar faixas, em Roma, não são um risco aos motociclistas

Elementos de delimitação/demarcação não necessitam ser obrigatóriamente altos e protuberantes para serem eficazes. Modelos que afetam o equilíbrio e possam causar dano aos pneus e rodas das motocicletas deveriam ser banidos. Todavia, o que se vê no Brasil é o descaso, e um forte desequilíbrio entre o investimento dedicado a punição eletrônica, radares fixos e móveis cada vez mais numerosos, e a manutenção e uniformidade da pavimentação sendo colocada em segundo plano.

A prioridade deve ser sempre a segurança: consequentemente, cuidar para que todos os veículos tenham condições de dirigibilidade plena significa oferecer um chão decente, coisa que infelizmente não se vê atualmente.

Elementos para separar faixas, em Roma, não são um risco aos motociclistas

Fotos (na ordem em que aparecem):
(1) Falta de sinalização em lombada em São Vicente, SP (Reprodução/TV Tribuna)
(2) Faixa de pedestres (Jean Marcel Giglio/TEM Você)
(3) Tachões (Cláudio Nascimento/TV TEM)
(4 e 5) Trânsito em Roma (Roberto Agresti/G1)

 

Fonte: G1

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